22 outubro 2014

5ª Roça: Felipeh X Lorena - Parcial 13:00







Porque Lorena Bueri merece ficar em "A Fazenda"

Lorena Bueri cresceu em um meio em que a única forma de ascensão possível era ser bonita. Disse que o pai já trabalhou como motoboy e a mãe é, até hoje, camelô. Num apelo subliminar, a família entregou para ela uma miniatura de perua kombi para fazer com que ela se lembre da sua origem - não é possível concordarem com tudo o que ela faz e acreditarem que esta participante está abafando.

Nesse meio machista em que Lorena cresceu, ser linda era uma alternativa para subir na vida. E, se fosse tão "barraqueira" quanto costuma apregoar - e já escutei isso de gente que disse conhecê-la pessoalmente que o que ela mostra no confinamento é uma personagem - não teria chegado tão longe na vida. Lorena já posou nua para a revista "Sexy" e é participante de um reality, o que, por menos que isso possa ser considerado por alguns, é algo inatingível para tantas outras pessoas que sonham com isso. Gente com o comportamento de Lorena, dentro e fora de um confinamento, não teriam recebido a oportunidade de chegar a lugar nenhum. Se ela sair nesta roça, amargará o quarto lugar, o que não é muita coisa mas, ainda assim, é muito - seja pelo comportamento da participante apresentado até aqui, seja por todo o contexto do que falei até agora neste texto. 

Lorena, no seu meio, antes da fama, tinha como concorrentes as "gostosas comuns" do meio dia, aquelas meio gordas, com suas calças justas e bumbuns arrebitados que são vistas por aí a cada olhar desavisado. Mulheres que, assim como Lorena, recebem como elogios os olhares mais maliciosos, as frases mais sacanas e se sentem ainda mais "gostosas". Mas quando, elevada ao nível de sub-celebridade, que também não é muita coisa, mas é muito, Lorena se depara com mulheres bonitas de verdade - não as do tipo comum como ela, a normal entre as feias que acaba se destacando por ser mais "bem feitinha". 

É quando ela dá de cara com mulheres realmente bonitas, como Débora Lyra, de longe a mulher mais atraente desta edição, e também com a beleza inocente e despretensiosa de Babi Rossi. A partir daí, ela se sente ameaçada, porque deixou de ser linda para se tornar uma mulher comum. E passa a odiar participantes que podem se tornar sérias ameaças ao mesmo objetivo que ela tem: ser a "musa" do programa. 

O problema é que tanto Débora quanto Babi não se restringem a isso. Babi é a caixinha de surpresas mais agradável na casa, porque vinha de uma imagem de mulherão e se mostrou uma menina ingênua, repleta de fragilidades, qualidades e alguns defeitos. Talvez o primeiro objetivo dela, já que a possibilidade de ganhar os dois milhões é muito remota, seja se desvincilhar da imagem de sensualidade. O pior defeito de Babi é querer ser amiga de todos e ouvir pessoas que podem prejudicá-la dentro do confinamento, Mas estas falhas, talvez, sejam pelo excesso de humanidade de alguém que já se sentiu incompreendida, já que foi "panicat" e já posou nua e, a partir disso, taxada como uma superpantera do sexo. Babi ouviu Felipeh Campos no momento em que ele estava mais queimado, logo após a votação quando declarou o seu preconceito contra Pepê e Neném, e vem conversando com Lorena, quando todos sabem que a "panicat" é alvo da índia.

Débora também tem diferenciais. É articulada e tanto cavou a história de casal que conseguiu. Tentou primeiro com Léo, depois partiu para Marlos - Lorena, maldosa, insinuou que até com Oscar Maroni a miss queria ficar. Não chega a tanto, mas nítido é que ambos, Marlos e Débora, viram, um no outro, a possibilidade de seguir um script. Não foi à toa que ele vestiu a fantasia de príncipe, numa das festas promovidas pelo programa - se foi esperto, e é, porque se afastou do grupo "Ovelha" em tempo de o público esquecer as vilanias que cometeu no início do programa, ele pode ter percebido a dica subliminar "seja o príncipe desta edição, faça casal". Marlos, como bom observador, viu que havia duas únicas opções para desempenhar este roteiro: Babi e Débora. Mas ainda havia Diego Cristo que, de alguma maneira, acabava impedindo alguma aproximação amorosa de Marlos, pois captaneava para si até as amizades, sem que nada dela sobrasse.

Quando Diego saiu, Marlos, que já havia se aproximado de Sorvetão, ficou mais disponível. Debora queria, desde o início, um parceiro de jogo e, convenhamos, encarna muito bem o papel de princesa. Gosto dos dois, mas não como casal, porque soa fake demais os beijos, os sorrisos, as declarações de amor, os olhares apaixonados, as flores entregues à mão da amada quando ele voltou da roça... É tudo plástico, e ensaiado demais, para ser verdade. Aliás, pegou muito mal, na roça anterior, ele ter salvo a Sorvetão, mesmo que tudo já estivesse combinado - fosse a Bárbara Evans, na edição anterior, tacava o "foda-se" ao grupo e teria salvado o namoradinho Matheus Verdelho. 

Outro ponto de observação é que Debora e Marlos, como casal, pode sintetizar a maldade de Felipeh Campos. Em um dos comentários venenosos sobre o romance dos dois, o ex-dublê do "Qual É a Música" soltou o seguinte comentário: "Boi preto conhece boi preto", reflitam o que ele quis dizer. Verdade ou mentira, fazer uma insinuação dessas sobre um rapaz que vive da imagem de galã é de um mau-caratismo sem tamanho. Lorena, que disputa a berlinda com Felipeh, disse que o problema do jornalista é que ele vê tudo com maldade e enxerga os outros como se todos fossem assim. 

Gosto da Lorena quando ela não é a personagem horrorosa que está interpretando. Em algumas conversas no ao vivo, durante a transmissão do R7 (quando não está fora do ar ou nos "melhores momentos" - uma vez apareceu isso na primeira semana e eu pensei: "mas já?"), ela apresenta muita lucidez em seu discurso. Lê o jogo como ninguém, pena que não sabe jogá-lo para si mesma.

O problema é que quando ela pinta a cara para fazer tempestade em copo d'água e distorcer o que Heloisa Faissol disse sobre a cultura africana, ou quando força uma briga diante das câmeras e fica mexendo o cabelo, ela se torna patética. Lorena é capaz de prejudicar quem quer que seja dentro do jogo, mesmo sabendo que está errada, para aparecer. Ela não tinha nada que desmascarar Marlos a respeito das declarações anteriores dele sobre um relacionamento fora do jogo, ela não tem nada com isso. Assim como não entendi porque Robson Caetano abriu o seu voto para o grupo, e com que direito TODOS os participantes, inclusive os do grupo que não eram o dele, viraram a cara para ele, se o voto era DELE e Robson poderia ter votado em quem quisesse. Lorena vê em Felipeh a maldade. Neste caso, um alienígena reconhece, mesmo, o outro.

19 outubro 2014

Cozinha sob Pressão por Aninha Albuquerque
Acenderam o fogo! Primeiro serviço sob pressão.



Acenderam o fogo!
Primeiro serviço sob pressão.

E foi dada a largada pra valer. Agora sim vai ser possível ver quem é quem, tanto em termos de personalidade, propensão à trairagem, liderança, talento, ver quem é que realmente pode chegar mais longe na disputa pelo prêmio.
Ontem, logo de cara, as equipes se enfrentaram na prova do frango à milanesa com creme de milho. Simples e tricky, a tarefa era preparar o prato usando uma mistura para empanado pronta para utilização de uma marca parceira do reality. Por que tricky? Porque uma das coisinhas básicas a se fazer, como sempre que se está usando um produto novo, é ler a embalagem do produto. A mistura já vinha com tempero, e o modo de preparo estava descrito na embalagem. Parece besteira, né? Só que certos participantes negligenciaram este ponto, e temperaram o filé de frango a seu próprio modo antes de usar o produto. Ou seja, tempero sobre tempero! Alguns exageraram, e lógico que isso pesou contra. Outra cosita que contou pontos a favor foi a utilização do milho in natura. É óbvio que em casa a gente usa milho enlatado, é mais prático, mais rápido de usar, etc. Mas num restaurante, o que se espera é que o milho seja natural até pela qualidade e pelo sabor. Bom, teve fófi que não pensou nisso. Alguns até que se deram bem mas na hora de julgar os pratos, o Chef Carlos Bertolazzi levou em conta todos esses fatores. Se deu melhor quem foi mais cuidadoso, prestou atenção aos detalhezinhos e caprichou mais no prato. Como a equipe azul dos meninos tinha um integrante a mais, o fófi Francisco que temperou beeeeem seu frango teve seu prato retirado da prova pela equipe, assim o número de competidores ficou igual.

Bom, só de assistir a preparação já dava para se ter uma ideia de quem estava fazendo caca. Teve empanado mal feito, teve excesso de tempero, teve invenção demais, cuidado de menos, teve falta de noção para usar aparelhagem... Até pra regular o forno teve gente fazendo furdúncio (leia-se: grupo vermelho).  Espirrou creme de milho no espelho, lambuzaram bancada, o pobre do liquidificador então... por pouco não sofre avarias! Bom, hora do pega pra capar, o Chef provou dos pratos, e quem venceu o primeiro páreo foram os fófis de azul. Para tristeza das mocinhas que tiveram que limpar as praças de guerra que viraram as cozinhas e ainda preparar a compota de cebola bourbon - em boa quantidade, e do zero, o que envolvia descascar, cortar, chorar até, etc... - enquanto os mancebos foram degustar cerveja! Hahaha! Ah... os louros da vitória... Lá na cervejaria, o food "truque" fake Fabrício já começava a dar sinais de personalidade difícil. Ô guri marrento! Melindra facinho, facinho. Pra mim está bem óbvio o motivo pelo qual está se sentindo, e está claramente sendo, excluído... Esse vai dar trabalho, e não vai ser porque tem um talento fenomenal, que vai deixar muito fófi no chinelo, nada disso! Acho eu, daqui da minha poltroninha, que o cara está mais pro tipo presunçoso, que se acha muito, e não dá realmente pra entender o motivo pro nariz tão empinado, sabe? Sei lá... é esperar pra ver se estou errada. Ah, desculpa, mas fófi entra pra um reality show e não quer ser julgado? Tá lá pra dar a cara a tapa, e se levar alguns, são ossos do ofício, é assim mesmo que funciona, è vero?

Para a prova final,  equipes a postos para o primeiro serviço do programa. Teriam que servir a contento todos os 40 clientes do restaurante do Cozinha sob Pressão, com os itens do cardápio que receberam. Adendo: me espantei com a decisão de Arthur de ficar na limpeza... Decidido quem faria o que, restaurante aberto, cozinheiros na função. Aí rola o script normal de todo reality de cozinha. Bagunça, babado, confusão e gritaria! Hahahaha!! Pô, bacana a postura do Bertz (quando falo Bertz, acho que já deu pra sacar que estou falando do Chef Carlos Bertolazzi, e é assim que o povo que se comunica com ele em redes sociais o chama) ! Comparando com o Ramsay, mesmo porque é inevitável, continuo insistindo que até agora prefiro o jeito do brasileiro. Bertolazzi vai lá no indivíduo que está fazendo sua caquinha, explica, mostra, e sai fora, enquanto o escocês azedinho prefere tacar o prato no lixo, no chão, na parede... E gritar, berrar, xingar mesmo! Bertz dá bronca sim, fica pau da vida com as cagadinhas - pardon my french! - que invariavelmente existem, e acontecem a todo momento, mas a agressividade não chega no grau do Ramsay. Curtí ver o Chef ensinando a montar o prato, explicando bem, antes de começar a perder a paciência. Uma coisa que fica óbvia, e é importante citar, é a preocupação que Bertolazzi mostra com seus clientes, se estão sendo bem atendidos, de ir até eles e pedir desculpas pela demora, por exemplo, como apareceu no episódio desse Sábado. O contrário do que é mostrado na franquia original Hell's Kitchen, inventada por Gordon Ramsay, que demosntra claramente que só se preocupa com o próprio umbigo, e não com os clientes do restaurante. Pelo menos no reality gringo é isso que acontece e já foi mostrado vezes sem conta! #Prontofalei !
Mas que tô doida pra ver o fófi Bertz pau da cara esbravejando com algum cozinheiro bem cabaço, ah isso tô! Hahahaha!
Insisto que em termos de postura, prefiro comparar nosso Chef Bertolazzi ao Marco Pierre.

Bom... carroça andando, frigideiras chiando, panelas fumegando, comida saindo pras mesas. E lógico que tem que haver destaques, pro bem e pro mal. Olha só, a Derileusa, a danadjeeeenha, é outra figurinha difícil hein?! Fala sério, eu não teria paciência pros risinhos irônicos, os comentariozinhos sarcásticos... Parece que tá sempre zombando de alguma coisa. No primeiro episódio achei até engraçada, mas já começou a dar sinais de que vai colocar as manguinhas e as garrinhas de fora em breve. Sei não... Já ví muita hiena em reality de cozinha, e tá começando a me cheirar a carniça... hmmm!
As gurias estavam indo bem até que Derileusa quase ferra tudo com seu salmão, que era pra estar cozido e chegou pro Chef no ponto de sashimi! Gostei do jeitão da Samara, pareceu bem competente, sabia o que estava fazendo. Já Lilian decidiu que ia servir salada pro seu buffet. Esqueceu que estava servindo clientes num restaurante e montou uma linha de pratos de salada, transformando bancadas em hortas, plantando um jardim, nas palavras de Bertz. Enquanto isso, do lado dos rapazes, Ronaldo tretava com suas vieiras, parecia um brinquedinho de corda correndo pra lá e pra cá, e precisou de uma forcinha de Arthur, que deveria estar SÓ na limpeza, e levou uma chamadassa do Chef, voltando pra pia rapidinho! Francisco fazia caca com o macarrão do cacio e pepe. Chegou a dar pena do rapaz, mas ele atrasou o grupo. Acabou que Bertz teve que chamar Arthur para assumir o lugar de Francisco, que ficou encarregado da limpeza. O risoto do Marcel, fora do ponto e faltando sal teve que ser refeito. Mas gostei de ver que o moço teve a atitude inteligente de levar o outro depois de refeito para o Chef aprovar antes de empratar. Tá vendo? Fácil fazer direito, é só pensar um pouco, né? Fabrício também foi outro que precisou de ajuda com o macarrão, e levou chamada do Chef.

Momento-destaque: a hora do grito! Hahahaha! Foi quando o Bertz perdeu um pouco a paciência e teve que gritar com a Derileusa, que afirmou que gostaria de responder, mas não podia. Olha lá as manguinhas de fora que eu falei! Queria ver ela realmente dizendo pro Chef que se ele queria melhor que fizesse ele mesmo um salmão! Ai ai viu? E quase que o serviço do time vermelho vai por água abaixo por causa da fofolete Derileusa. Vamos ver o que ela ainda vai aprontar. Fim do serviço, e independente das melecas de Derileusa e outros percalços, a equipe vermelha foi melhor que a azul.

Na escolha das equipes, a azul mandou pro fogo Fabrício, o marrento, porque segundo o grupo, ele já estava no clima de querer sair, desanimado, sempre achando que era ele quem ia sair após as provas, etc. Entre Derileusa e Lilian, a última foi a escolha do grupo vermelho, segundo as moças apenas porque precisavam indicar alguém... Surpresa! Carlos Bertolazzi mandou que Lilian e Fabrício escolhessem alguém que tivesse sido pior do que eles no serviço, e ficou óbvio, além de admitido por Fabrício, que a escolha dele foi por motivo pessoal. Ele escolheu Marcel, que claramente não teve desempenho ruim; os dois simplesmente não se deram bem, e pronto. Bertz percebeu alguma tretinha interna, e colocou Fabrício contra a parede, dando a ele uma segunda chance de salvar o próprio filme, que naquela altura já estava mais do que chamuscado, né? Fala sério... O moçoilo não teve como escapar, e indicou Francisco, e aí eu concordo com a escolha, mas acho que já deu pra sacar que o cara mostrou uma grande falta de profissionalismo, e não digo de caráter porque o termo fica muito forte, só por isso. Vai colocar o pessoal antes do profissional? Ainda bem que ele é dono do próprio negócio, e o prêmio não é o cargo em algum restaurante famoso, porque, convenhamos, quem é que iria contratar para ter em sua equipe um sujeito com essa índole vingativa, de pisar feio na bola com quem o tratou mal?
Lilian escolheu Derileusa, a galhofeira, porque "as duas ficaram na berlinda com o grupo". Entre os dois piores de cada grupo, o Chef mandou Francisco para casa. Foi justo, acho. Imagine que a equipe está fazendo um prato do menu, e esse prato não fica pronto nunca. Os clientes vão ficar esperando até o cozinheiro acertar o prato, ou vão pra casa insatisfeitos e falando mal do serviço e do restaurante? Pela lógica, a decisão foi acertada, e pelo desempenho de Francisco, não havia outra escolha a fazer mesmo.
Em tempo, Derileusa, a galhofeira bocuda, escapou por bem pouco... Certamente será uma dessas participantes que chega uma hora, discutem com o chef e levam A esculhambada! Vou esperar ansiosamente pra ver esse momento!

Olha só, eu mencionei sobre a chamada para o próximo programa na semana passada, né? Aquilo lá foi uma novela. Dessa vez, acertadíssima a forma que a edição foi apresentada. Agora sim! Acho que rolou mesmo aquilo que falei sobre chamar a atenção para o próximo episódio, prender o público, etc.
Então, fiquemos no aguardo do terceiro episódio! Vai ter treta, vai ter nervos à flor-da-pele... Acho que vai valer a pena assistir! Já está valendo! Alguém aí também está torcendo pra ver a cozinha pegar fogo, virar um inferno? Gente, no sentido figurado! Ai... não sou má assim, não! hahaha Só chatinha... ;)
Beijinhos e até já!

Aninha

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18 outubro 2014

O que Roy Rosselló e Diego Cristo têm em comum


A Bíblia é dividida entre o novo e o antigo testamento. O mundo pop latino é dividido entre o antes e o depois do grupo "Menudo". A sétima edição de "A Fazenda" entre antes e depois de Diego Cristo, o vilão que pegava para si todos os holofotes. E haverá o jogo de antes e depois de Roy Rosselló, que foi definitivamente um fenômeno nos anos 80, quando integrou o grupo "Menudo". Felipeh Campos, o jornalista da casa, disse, num resquício de lucidez, que Roy foi o que provavelmente todos os que estão confinados nunca serão na vida.

Mas o que sobrou daquele garoto que fez muito sucesso é nada, tendo em vista a participação dele nesta "Fazenda". Aliás, todos, absolutamente todos os participantes, já tiveram condições, e chances reais, inclusive financeiras, para não estarem neste programa, se o que os motivou foi o dinheiro - por isso, o papo de coitados não cola com qualquer um que está na casa, ou que um dia esteve, em todas as edições - tirando, daí, alguma celebridade instantânea que não teve tempo de juntar dinheiro.

Foi a roça menos interessante até o momento, porque todo mundo sabia que Roy sairia nesta, disputada com Marlos. Porque, simples, nesta berlinda estavam, de um lado um participante na fase ascendente - com um romance dentro da casa, querido pela maioria - e outro que ia de mal a pior, brigando com todos e, pior ainda, caluniando outros participantes.

O ex-"Menudo" é o típico caso do participante que, se saísse antes, naquela primeira roça com Heloisa Faissol, em que fatidicamente seria eliminado, estaria hoje com uma imagem melhor. Há casos em que menos é mais, e Roy, a partir dali, deveria ter sido tratado como um participante inexistente pelo público, sendo eliminado na primeira berlinda por questão de justiça. A Record o deixou por audiência e porque poderia render algum embate com Diego Cristo, até então protagonista absoluto enquanto permaneceu por ali. A segunda chance a Roy, dada de mão beijada pela emissora que incentiva "barracos", injustiçou, principalmente, Oscar Maroni, que saiu como o primeiro eliminado quando, de fato, não foi. 

Tudo bem que Oscar Maroni não teria vida longa no jogo, mas, diante disso, tenho minhas dúvidas se Diego Cristo realmente pisou no pé de Roy enquanto ele gritava que o pé dele estava sendo machucado, já que Roy calunia olhando nos olhos... e esse é o pior tipo de gente que pode existir. Se Diego Cristo, enquanto participante, deteriorava o que estava ao redor, Roy rezava a mesma missa, mas de uma forma oposta: falava manso, fazia uma intriga ali outra acolá, forçava um olhar cabisbaixo e cara de santo, tentando, assim como Diego, subestimar quem assiste o programa. Em ambos os participantes, faltou sutileza para que a postura que assumiram no jogo não soasse como um amontoado de balelas.

Roy falou, durante a votação, que não partiu dele a ideia de não fazer comida para o grupo "Ovelha". Mas a ideia foi dele, sim, que negou, com o intuito claro de livrar a cara, exatamente o que faz o grupo "Ovelha", que aproveitou a deixa para se fazer de vítima diante da câmera. Prejudicou, dentro da casa, Heloisa Faissol, que será alvo fácil na próxima votação, mas por outro lado, o argumento será o mesmo raso de que "ela nega comida". Por incrível que pareça, Helô saiu fortalecida perante o público, que sabe que alimento é o que não falta dentro da sede, e que basta levantarem as bundinhas, algumas do grupo "Ovelha" bem gordas, e fazerem. 

Eu me pergunto se os participantes que falam sozinhos para as câmeras, como Felipeh e Lorena não é uma falha da edição - aliás, o que foi aquele showzinho ridículo na casa da árvore, com ela segurando a perua kombi de brinquedo? Se os participantes, que a princípio não sabem o que se passa fora do confinamento, se sentem no direito de narrar os acontecimentos pela perspectiva que os favorece, e a edição as acolhe para o programa da TV aberta, ou está comendo bola - porque não é possível não haver um enredo mais satisfatório do que alguém falando sozinho, numa casa em que ainda tem mais de uma dezena de pessoas - ou se é mesmo pura preguiça de mostrar os enredos. Ou será que consideram que a manipulação de alguns "personagens" do grupo "Ovelha" irá acrescentar alguma coisa ao programa? 

Entre os outros participantes, Cristina, se não mostrar logo que tem personalidade, vai embora rapidinho, o que é uma pena para uma participante pedida pelo público de "A Fazenda" desde as primeiras edições.  O romance de Bruna e Marlos não me convence. DH, se não se controlar, vai ficar preso nesse jogo de sinceridade e se tornar o "síndico do prédio", aquele típico personagem chato que implica com tudo e todos... Robson Caetano mantém a postura, mas é só isso, pontuado com alguma presunção que ele, às vezes, revela, sem querer. Sorvetão, que ganhou o carro, está correndo pelas beiradas e se posiciona quando é preciso - pode estar despontando uma campeã. Helô tem o mesmo perfil, mas se expõe demais. Hoje, as duas, somadas ao casal Darlos são o nome do jogo. 

Léo Rodriguez perdeu uma bela oportunidade de fazer uma guinada em sua trajetória com o romance com a ex-"panicat" Babi Rossi, uma das queridinhas da internet. Dando o fora na moçoila, ele mostrou o que é: sem conteúdo, narcisista e sem personalidade para se desvincular de um grupo que vem dando mostras de desgaste e não-aprovação externa. Babi, por sua vez, periga se perder no jogo se quiser manter a linha "amiga de todo mundo" - até agora não entendi o porquê daquela conversa com Lorena. A morena, por sua vez, está ficando cansativa. 

Alguém deveria avisar aos assessores - que orientam os participantes a levar adiante determinado perfil - que muita briga, uma hora, cansa - e ainda impede o jogo de se renovar, criando novas histórias. A lembrança enviada pela família de Lorena, uma miniatura de perua kombi embrulhada em uma caixa bonita, teve uma mensagem que a índia não entendeu, e que sempre vale a pena relembrar. É preciso voltar às origens, lembrar de onde viemos e para onde vamos. Coisa que, pelo menos desde que colocou os pés pela primeira vez no confinamento, Lorena deu mostras de que se esqueceu.