15 setembro 2014

Banda "Cine‏" envia comunicado sobre confinamento de vocalista

A assessoria de imprensa da banda "Cine" enviou um comunicado de apoio ao vocalista da banda, Diego Ferreira. Segue a íntegra. Vamos acompanhar.

"Estamos iniciando uma nova missão! 

Nosso parceiro, ídolo, irmão, amigo aceitou mais um desafio. 
O DH está participando da 7º edição da “A Fazenda”, Reality Show da Record.

A tarefa não será fácil, mas todos nós sabemos que somos capazes de conquistar mais essa! 
E se o DH aceitou esse desafio, é porque ele sabe que vamos aceitar e que estaremos aqui para apoia-lo também! Ele sabe que pode confiar em cada um de nós, sabe que somos sua extensão aqui fora, sabe que tem um lugar em nossos corações que na hora decisiva vai falar mais alto e vai vencer com ele. 

Temos certeza que vamos surpreender a todos com a nossa força! 

Essa é a hora de mostrar para todos a nossa união, confiança, amizade e amor. Mostrar que somos mais que ídolos e fãs. Vamos mostrar que somos amigos, ou mais que isso, uma família! Afinal, família não precisa necessariamente ser só de sangue. Nós que vivemos com o CINE, sabemos o verdadeiro significado de tudo isso. Estamos juntos nos momentos bons ou não tão bons assim, defendemo-nos quando preciso e assumimos as paradas uns dos outros, seja ela qual for. E isso acontece entre nós 5 e entre nós, banda e vocês , fãs... Que são realmente quem faz tudo acontecer! 

Agora, mais do que nunca, precisamos de todo o apoio de vocês! 
Já estamos acompanhando a movimentação de vocês pelas redes sociais. 
Só temos a agradecer! Vocês são FOD..!!! 
Enquanto ele representa por lá, nós iremos representando por aqui também!
Continuaremos cumprindo os compromissos da agenda e nos corres com/por vocês!

Nosso novo desafio acaba de ser lançado! Nosso parceiro está na “A Fazenda 7”. 

VAI COM TUDO, DH! 
Que a sorte esteja com você!

#QueroPossoConsigo

#VaiTerDH #BoaSorteDH #FicaDH #DHNaFazenda7

Att, 
CINE."

"Coitadismo" e humor involuntário marcam estreia de “A Fazenda 7”


A sétima edição de “A Fazenda” surge como algo desonesto. Nem todos são famosos, e eu me recuso a procurar no Google para saber de um programa cujo pressuposto é confinar pessoas famosas. Partindo deste pressuposto, quem são, na noite (ou no dia, ou na tarde...), gente como Marlos Cruz (#Render-se Jamais), Débora Lyra (#MissNaFazenda – tudo bem, a Miss 2010, mas não poderia ser uma mais atual?), Diego Cristo (#SóOsFortesSobrevivem) e outro nome que no primeiro episódio já mostrou a que veio numa discussão sobre a maneira de fazer arroz com Roy Rosselló, Lorena Bueri (#VouBotarFogonaRoça), e Bruna Tang (#NoMatoDeSalto)?

A impressão que dá é que na falta da Xuxa, colocaram uma Paquita, na ausência da Anitta colocaram uma genérica e de Michel Teló ou Luan Santana, colocaram o cara do “Bará Berê”. Triste e ao mesmo tempo condizente com a trajetória deste programa que, por pura insistência e entretenimento, adoramos amar e odiar ao mesmo tempo.

A hastag #OndeChegoRouboaCena, com a ex-assistente de palco Babi Rossi, iniciou a apresentação dos outros participantes. Chegou, roubando a cena da grama, pois só havia ela naquele momento. Os carros partiram de algum lugar da grande São Paulo e, ao som instrumental de “Live And Let Die” ou algo muito parecido, partiram dali cantando pneu e fazendo algumas acrobacias que, quem já assistiu ao show “Velozes & Furiosos” no parque temático Beto Carreiro, em Santa Catarina, certamente lembrou.

Com Babi, entraram o atleta Robson Caetano (#ChupaEssaManga, que fez o papel ridículo de declarar que “queria ver as gostosas” logo de cara), a promissora modelo Cristina Mortágua (linda nos anos 90 e agora apenas uma #CariocaSuingueSangueBom), a socialite e funkeira Heloísa Faissol (#OdeioGenteEsnobe - mas bem que chegou de salto agulha e com um vestido rosa cheio de lantejoulas), a ex-Paquita Andréia Sorvetão (#QuererPoderConseguir), Felipeh Campos (mais conhecido como o Pablo do programa “Qual é a Música”, e sua hastag #NãoPerguntaQueEuRespondo), Oscar Maroni (dono de uma boate famosa e #ColecionadorDeEmoções), o ex-Menudo Roy Rosselló (#Não SeReprima), os cantores Diego Silveira, vocalista da banda “Cine” (#QueroPossoConsigo), MC Bruninha (#PrincesinhaDoFunk), Léo Rodrigues (#Sertanejando).


Apesar de não haver nenhum medalhão, o nome mais famoso, por incrível que pareça, é o de uma ex-Panicat (quando foi que nos tornamos tão permissivos a ponto de aceitar isso como profissão?), e vários símbolos das décadas anteriores, como o medalhista olímpico Robson Caetano, a ex-Paquita Sorvetão e a própria Cristina Mortágua. Mas o que as décadas seguintes fez para estas pessoas, e o mais importante, em quem as transformou para aceitarem tamanha exposição?


Antes de entrarem no programa, os novos peões precisaram “exorcizar seus males”, numa espécie de confessionário coletivo. A partir daí, foi um show de “coitadismo” e uma série de humor involuntário. Cristina Mortágua se identificou como alguém de “coração puro”. Babi Rossi justificou sua entrada no programa como uma espécie de combate ao preconceito, já que é “uma menina meiga” e quer mostrar que tem essência. Mas não consigo acreditar em mulheres que fazem e acontecem, no caso de Babi, posou nua e ficou careca em rede nacional, e fica falando fininho. Bruna Tang, que eu tenho certeza que foi colocada com a expectativa da emissora em ela ser uma nova Lu Schiavon, soltou a pérola: “Acima de celebridade, a gente é ser humano”... mas, querida, nem famosa você é, quanto mais celebridade... “Quando você é inseguro, você não confia em você”, falou o vocalista do Cine.

A “justiceira” Sorvetão “deixou na fogueira” as pessoas que, em 2009, “injustiçaram” a sua família. Esse pessoal, ao que tudo indica, entra no programa para justificar as coisas que aconteceram de ruim, mas se esquecem que a vida deles praticamente não tem cobertura da imprensa, pois não interessam mais para o público, como produtos descartáveis mesmo, muito menos para a mídia. MC Bruninha, magoada com o pai, queimou a madeira com os dizeres “inveja, olho grande e injustiça” – será que ela acha que isso tudo vem do próprio progenitor? Roy Rosseló, no primeiro discurso nonsense de sua trajetória no programa, começou fazendo uma explanação sobre as injustiças que passou – entre elas, o fato de ser acusado de agredir a ex-mulher - e depois queimou uma madeira contra a pedofilia. O que isso tem a ver? Felipeh Campos disse que foi convidado para o programa horas depois de a mãe ser enterrada, e queria queimar a “não-aceitação” da morte dela. Talvez a justificativa mais coerente.

Já na sede, Oscar Maroni propôs ao grupo uma edição diferente, em que o lema seria o amor como mensagem, não a “guerra de nervos” que o programa costuma ser Entre estarrecidos e indignados, as pessoas deram a sua opinião contrária. A intenção é boa, mas... “As pessoas vêem baixaria de uma forma. Eu acho baixaria tomar banho nu em um programa em que crianças estão assistindo”, opinou Cristina Mortágua. Essa brilhou e ele... bem, com esse discurso piegas já sabemos que ele é forte candidato a estar na primeira roça.

22 julho 2014

Impressões de Frank Killer: Quer ganhar um RS?


Quer ganhar um RS?

Como já é praxe, aqui vão algumas dicas! Esqueça essas histórias de QI ou de padrinhos, protetores, agentes, preceptores, empresários, torcidas organizadas, call centers, etc. Infelizmente não tenho uma estratégia, uma fórmula mágica ou infalível para você, mas algumas coisas simples e ao seu alcance ajudam... A Fazenda em outra edição está vindo aí e essa é uma boa ocasião para soltar algumas recomendações. Então, vamos lá:

1 - Seja você mesmo! Não adianta representar ser o que você não é. Milhões de espectadores e internautas acompanham o RS de cabo a rabo e você não irá enganar a maioria. Mais precisamente, estarão vigiando você! Nenhum ator ou atriz tarimbados conseguiriam enganá-los. Portanto relaxe e curta o confinamento com a noção de que você pode vazar a qualquer momento. Muitas vezes um ganhador não é alguém excepcional, mas é apenas por ser autêntico que chega lá ou, pelo menos, belisca alguma coisa.

2 - Se você não quiser representar um papel (e nem deve), não esconda quem você é. Você corre o risco de eliminação com altos índices de rejeição e nunca mais ouviremos falarem de você na mídia. Eventualmente irá conseguir durar algum tempo no confinamento se ficar em cima do muro, mas cairá no ostracismo depois da eliminação. Para quem pretende ser celebridade isso não é nada bom! Ser amigo ou procurar ser amigo de todos os demais concursantes não significa ficar em cima do muro, a menos que essas amizades sejam falsas e calculistas. Você não enganará a audiência e nem a ninguém.

3 - Um RS de confinamento é um teste de relacionamento. Se você não consegue fazer amigos na vida aqui fora, confinado você irá sair-se muito pior. Nesse caso, nem tente entrar no RS, porque irá ter prejuízos em sua vida posterior. Faça o seguinte: utilize o confinamento para aprender a conviver com as outras pessoas, mas sabendo que terá que aprender muito e, poderá vazar muito facilmente. Se você tiver a sorte de ser escalado no casting, tenha em mente que isso poderá ser por causa do seu perfil negativo e que apenas procuram ter uma audiência questionável com os barracos que você irá causar. Depois você será descartado, independentemente de qualquer promessa que lhe tenham feito antes de entrar.

4 - Nunca caia na besteira de acreditar na produção. Seus (de você) objetivos e os deles são incompatíveis. Você é apenas uma peça do tabuleiro onde eles pretendem alavancar a audiência com mil e uma tramóias e armadilhas. Lembre-se: eles querem enganar a audiência (consumidores) enganando você. A sua honestidade provavelmente não será vista com bons olhos pela produção por motivos óbvios, mas a audiência perceberá isso e irá apoiá-lo. Muitos ganhadores são exemplos disso e não os citarei para não queimá-los.

5 - Quando você cair nas graças da audiência, os realizadores tentarão impingir os preferidos deles em seu lugar, mas os realizadores não são vistos com simpatia pela audiência (por culpa deles, realizadores) e você nada tem a temer. Mais do que você, a produção é examinada com pente fino pela audiência, apesar de tentarem esconder-se. Isso é uma dica importante!

6 - A produção pensa que são eles que escolhem quem deve ganhar, na maioria dos casos. Não se fie nisso! Você será visto como puxa-saco da produção e isso não é bom. Eles se sentirão embaraçados e a audiência irá expulsá-lo na primeira oportunidade. No entanto, não provoque a produção, porque eles podem reverter essa provocação contra você, manobrando a audiência. Lembre-se que eles possuem armas poderosas para prejudicá-lo e você só possui sua honestidade e autenticidade. A luta é sua personalidade contra o farisaísmo deles! Seu maior inimigo não é o seu colega de confinamento! Provavelmente você ainda nem o conhece e nem conhecerá em sua plenitude em um confinamento!

7 - É muito difícil ser isento e a maioria das pessoas não o são por causa disso. Na produção há muitos indivíduos que não sabem ser isentos. Portanto, evite ufanar-se de ser o preferido de alguém. Evite também citar pessoas que o prejudicaram ou prejudicam. Esqueça a vida aqui fora e viva o mais intensamente possível o confinamento. Se preferir, chute o pau da barraca e mergulhe de cabeça! É impossível esquecer-se das câmeras e microfones, mas ignore-os. Finja que os ninjas não existem, como eles querem, mas não seja hipócrita a ponto de querer fazer parecer que eles realmente não estão lá. Vestir-se de preto não os torna invisíveis! Os cenários também são falsos (para serem exibidos de determinados ângulos) e não cometa a mesma hipocrisia quanto a eles. Se ordenarem que encene algo, faça de modo que seja perceptível que é uma encenação obrigatória com o fim de iludir o telespectador. Não compactue com mentiras (ou ficções) e as denuncie. Saiba distinguir entre o que é necessário para o espetáculo e o que a você poderá prejudicar. Não perca a noção da realidade e tente separar o falso do real. Afinal é um Reality Show (RS) e, tudo o que não é real é falso, por definição, e não um FS (Falsehood Show ou Fiction Show), onde o que é ficção não é real, "por supuesto".

8 - A audiência estará atenta a tudo isso. Os torcedores e blogueiros são capazes de distorcer ou ampliar tudo o que você e a produção fazem. Então não dê margem a interpretações errôneas sobre você. A audiência quer (principalmente) conhecer você em detalhes, ver como você é e compará-lo com os outros concorrentes. Os seus dotes artísticos e habilidades não estão em julgamento com o fim de avaliá-lo em seus atributos de caráter. O mesmo se dá em relação às provas, tarefas e atividades diversas ou aos cenários e ao ambiente de confinamento. Eles são apenas partes menos importantes do entretenimento. O entretenimento real é você, com sua personalidade e caráter. Não esqueça isso!

9 - Tenha em mente que as interações com o mundo exterior e as presenças de não confinados são falhas da produção. Em muitos casos elas visam beneficiar ou prejudicar alguém. Muito raramente elas se destinariam a escoar ou diminuir a tensão psicológica do confinamento. Sempre desconfie da presença de estranhos ao confinamento antes de achar que isso é psicologicamente bom. Não se aflija com o que pode estar acontecendo com seus entes queridos aqui fora ou com o país e o mundo. Você estará isolado do mundo mas estará sendo visto por milhões de pessoas em todos os momentos. Não envie mensagens pessoais para fora, para quem quer que seja, sob qualquer pretexto. Não toque nesse assunto, porque é tabu! Todos os seus amigos e familiares estarão dia e noite vendo você dentre esses milhões de telespectadores.

10 - Ao votar em alguém para ir para a berlinda, abstenha-se de longas explicações ou justificativas. Se for o caso cite apenas um motivo, mas o melhor é não aduzir motivo algum, se for possível. Lembre-se que você não precisa ganhar nenhum rival ou inimigo além dos obrigatórios, especialmente os fãs deles. Seja pródigo em elogios e pobre ou escasso em críticas e recriminações.

Muitas outras dicas poderiam ser ainda elencadas e, se houver oportunidade, escreverei mais sobre esse tema. Ok? Por enquanto aqui vai mais umas dicas:

Você estará vivendo uma experiência única, reservada a poucos mortais. Se você conseguir resistir à tentação de tentar abocanhar a bolada do prêmio a qualquer custo e conseguir refrear a sua cupidez terá grande chance. Não venda a sua dignidade e seus princípios por nada neste mundo. Seu foco não é o prêmio. Isso é uma mentira da produção e se você acreditar nisso, irá perder e fazê-los morrer de rir. Seu foco é ser uma pessoa decente, exatamente como você tenta ser aqui fora. Se não tenta ser, então não merece ganhar o prêmio.

Uma das 4 maiores mentiras do mundo reza que todas as pessoas têm um preço. Se você não concorda que é mentira, vai dançar! Sobretudo, evite aproveitar a ocasião para vingar-se de seus desafetos e não cite ou não indique pessoas que não estão confinadas e nem utilize fatos extra-confinamento para beneficiar-se ou prejudicar alguém, confinado ou não confinado.


"António Jesus Batalha 2 de julho de 2014 15:39
É bom voltar ao seu blog, ver e ler... ... desejo que continue de saude e com muita paz.
Deixo as minhas saudações, com desejo de muitas felicidades."

Beleza pura, António! O blog não é meu, mas considero como minha casa! Em certo sentido o espaço é de todos nós, apreciadores de RS. Somos gratos pelos cumprimentos. Amém. Um abraço gigante!

"Helder Miranda em "Pior do que perder para uma amiga, é perder para si mesmo" 04/07/2014 20:57
Amon Lima, o preferido do público segundo enquete do R7, foi se perdendo várias vezes durante o programa, mas, de alguma maneira, sempre se recuperava. Como nas últimas duas provas em que conquistou uma vitória esmagadora em relação aos outros concorrentes, ou “concursantes”, como gosta de chamar nosso amigo Frank Killer."

"Concursantes" cabe melhor que concorrentes ou adversários para os participantes de um RS que tem no título a palavra "Aprendizes". Aliás a maioria dos escalados era constituída de aprendizes de "celebridades" e não de celebridades realmente. Ótimo comentário e primorosas intervenções, Helder! Parabéns, pessoa!


Alguns filósofos de botequim dizem que é melhor ser odiado pelo que você é, do que ser amado pelo que você não é. Alguns internautas e participantes de RS e, até ganhadores, parecem dar veracidade a essa sacada. Não sei sinceramente qual é pior ou melhor! Acho melhor não ser odiado de qualquer maneira ou por qualquer motivo. Logicamente, ser amado por falsos motivos não é nada bom. Fico imaginando o que pensariam disso as pessoas que se fazem passar por outras em redes sociais. Talvez seja por causa de coisas assim no Brasil que nós não merecemos ganhar Copas disputadas em nosso próprio país.

Está vindo aí mais uma edição da Fazenda e, seguramente, surgirão clones nas redes sociais dos participantes selecionados. As realizadoras prestariam um grande serviço aos internautas se divulgassem os accounts nas redes sociais dos escalados no casting em seus (dos realizadores) próprios sites oficiais. No caso da Fazenda, como se tratam de celebridades ou tidas (ou pretendidas) como tal, não seria nenhum despropósito uma providência tão simples. Os aumentos de seguidores ou o teor dos comentários nas redes proporcionariam um bom termômetro da audiência que cada concursante estaria "rendendo" através da internet e, a vantagem é que seria sem nenhuma interferência da produção. Será que eles quereriam isso? Acho improvável!




04 julho 2014

Helder Miranda Comenta:
Pior do que perder para uma amiga,
é perder para si mesmo

Pior do que perder para uma amiga,
é perder para si mesmo

Foi justa a vitória de Ana Moser sobre os dois outros competidores do “Aprendiz – Celebridades”. Mas se pararmos para pensar, Ana Moser ganhou porque teve uma trajetória linear, é coerente, ética, não porque tenha traçado uma história bonita no programa, no máximo “bacaninha”. Mas, mesmo assim, ela se sobressaiu aos dois oponentes.

Um deles, Amon Lima, o preferido do público segundo enquete do R7, foi se perdendo várias vezes durante o programa, mas, de alguma maneira, sempre se recuperava. Como nas últimas duas provas em que conquistou uma vitória esmagadora em relação aos outros concorrentes, ou “concursantes”, como gosta de chamar nosso amigo Frank Killer. Mas, se fosse para trabalhar com ele, tenho certeza de que o resultado seria diferente.

Christiano Cochrane foi o nome do jogo, para o bem e para o mal. Criou alianças, participou dos piores rachas do grupo – quem vai esquecer os embates entre Nahim, que “caiu fora” cedo demais para o que ele prometia em termos de movimentação de programa, e Raul Boesel, que fez hora extra nesta edição. Mas com Christiano Cochrane, veio uma participante adicionada ao restante dos participantes.

A mãe dele, Marília Gabriela, o que é uma pena. Pois o participante tinha tudo para criar uma trajetória elegante feita por ele mesmo, mas, na maioria das vezes, optou pelo caminho mais fácil: usar da influência da mãe. Típico, é o que a maioria dos filhos que crescem à sombra dos pais faz. E, não fosse por isso, eu queria que ele tivesse ganho. Porque Christiano, até então desconhecido para mim, se tornou o grande centro das atenções. Por muitas vezes foi brilhante, esforçado, mas o que fez perder o programa foi ele mesmo.

Os telespectadores identificaram a empáfia do participante e o desprezaram, relegando-o ao terceiro lugar. Triste, porque Christiano é o arquétipo do menino autossuficiente que se torna aquele adulto confiante, por quem as meninas se maquiam para ir à sala de aula, e por quem sofrem depois de descartadas. É essa a imagem que o protagonista absoluto desta edição passa e, repito, fosse para trabalhar com Roberto Justus, seria ele o vencedor. A não ser por uma única questão que, a meu ver, seria caso de desclassificação. Utilizar o nome a mãe influente, que não está concorrendo ao programa, para ganhar uma prova final. Ele disse que não sabia, mas, por ter se mostrado tão centralizador durante suas lideranças, eu duvido muito. Outro argumento , que ele usou muito bem, foi o quesito sorte, em deferência aos cem mil reais de doação conquistados por Amon Lima. Sorte.

Mas este aprendiz foi um programa de humor involuntário. Tanto famosos como anônimos ficam estranhos e desconfortáveis na presença de Justus, sempre intimidativo, se existir esta palavra. Amon Lima, carismático com o público e com a plateia da grande final, estava eufórico e ainda mais robótico. Ao que tudo indica, aparentava sentir que venceria o programa que alardeava ser fã. Parece ser uma boa pessoa, mas o que foi avaliado era o mérito ao longo do tempo. Esta lacuna foi preenchida com fôlego e mente de atleta, quase uma concorrência desleal, como foi a vitória de Ana Moser, espetacular, mesmo sem ser brilhante o tempo todo.

No final das contas, em um jogo em que só se ganha quem destruir (de muitas maneiras) a reputação profissional do outro, ganhou alguém que aparentemente não estava tão disposta assim a vencer. Mas, como Justus disse, ele encontrou nela performance, coerência, determinação e equilíbrio.

Respondendo ao Roberto Justus a pessoa que eles gostariam de jantar, do passado ou do presente da história da humanidade, Amon disse que chamaria o sobrinho, que acabou de nascer. Ana Moser respondeu Gandhi e Christiano Cochrane, talvez para demonstrar conhecimento, Winston Churchill, um político conservador e estadista britânico, famoso principalmente por sua atuação como primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. Depois de três meses longe das pessoas que amam, ou perderam uma chance de demonstrar naturalidade... ou não amam ninguém, do passado ou do presente.

Renato Santos, consultor do Sebrae, marcou presença com uma reflexão sobre a desistência. Pior do que perder é desistir. Cacá Rosset nunca deveria ser indicado como conselheiro. Quando o vejo, sempre o imagino como um dos mascotes coadjuvantes da Disney. Não passa a credibilidade necessária para ser um conselheiro. Mas todos fizeram um bom programa, pena que a audiência não correspondeu a este time de gente grande.

Senti falta da participação de Alexia Dechamps, aparentemente interessante de ser assistida, que não pode participar nem na volta do programa por conta de um falecimento. Como disse Ana Moser, a campeã que quase não entrou no jogo, pareceu “uma sina”. Outro que poderia ter mostrado muito mais foi Nico Puig, que sobreviveu pouco ao mata-mata. Queria ter visto mais de Michele Birkheuer, que em determinado momento do programa liderou uma campanha que soou como contrária à novela da emissora, e queria ver menos de Mônica Carvalho, superestimada desde o início por ser um nome um pouco mais conhecido do que os quase-anônimos que foram “taxados” como celebridades.

Maria Cândida foi a maior decepção, e a miss Priscila Machado, a maior zebra. Beth Szafir, que no primeiro texto foi considerada por mim insuportável, ganhou relevância e conquistou meu afeto como telespectador. Christiano Cochrane, confiante, não conseguiu dissimular a própria frustração, mesmo perdendo para uma amiga. Foi impagável, perdeu para ele mesmo e eu não poderia deixar de finalizar o texto chamando a atenção para o olhar de cachorro que caiu da mudança do protagonista absoluto do programa. Mas perder este programa era a melhor coisa que poderia acontecer para ele, que pode repensar as atitudes e o próprio gênio. Quem gosta dele, e quem adorava odiá-lo e amá-lo ao mesmo tempo, torceria por isto, para ele aprender alguma coisa – falo isso com o olhar de torcedor, era dele a minha torcida, a favor e contrária. E o maior aprendiz foi ele. Alguns destes nomes renderiam mais em “A Fazenda”, quem sabe?


Helder Miranda - @senhorhelder
Editor do site cultural Resenhando.com